sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

COMO DEVEMOS ENTENDER AS BEM-AVENTURANÇAS?




Seria difícil imaginar uma pregação mais revolucionária ou mais importante do que o Sermão do Monte, relatado em Lucas 6 e, na versão mais completa, em Mateus 5, 6 e 7.

 Jesus já estava pregando o evangelho do reino (Mateus 4:23) quando sentou num monte na Galileia e começou a falar algumas das palavras mais desafiadoras de todos os tempos.

Ele introduz esta mensagem com uma lista de qualidades espirituais conhecidas como as bem-aventuranças (Mateus 5:3-12). Nestes versículos ele diz que os abençoados no reino de Cristo são: os humildes/pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os perseguidos.

Vale a pena estudar o significado de cada qualidade para compreender melhor este desafio, mas neste artigo quero comentar sobre o valor geral destes versículos como um todo. Algumas sugestões para ajudar no entendimento das bem-aventuranças:

(1) Não devem ser tratadas separadamente, ou seja, não deve imaginar que teria algum benefício em chorar sem ser misericordioso, ou em ser perseguido se não tiver fome e sede de justiça. Jesus lança um desafio importante: cultivar todas estas qualidades em nossas vidas.

(2) Não são qualidades naturais. Jesus não descreve pessoas que são naturalmente choronas ou mansas. Ele fala das disposições de corações aptos para o reino dele. São características espirituais que exigem autonegação na vida de cada discípulo.

(3) Não devem ser entendidas em termos materiais. O reino de Cristo é espiritual, não uma nação física com fronteiras geográficas. Ele fala de pessoas humildes ou pobres de espírito, uma atitude que não tem nada a ver com sua situação financeira. Ele não fala de pessoas que negociam tratados entre países, mas de pessoas que contribuem à paz entre o pecador e seu Criador. No mesmo sentido, as bênçãos mencionadas nestes versículos devem ser entendidas como descrições da abençoada comunhão com o Senhor, e não como promessas materiais. Não devemos imaginar a ocupação perpétua deste planeta, mas devemos buscar e manter comunhão com seu dono!

Para ter o privilégio de participar do reino de Jesus Cristo, precisamos desenvolver as qualidades descritas nas bem-aventuranças.


por Dennis Allan









quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O MILAGRE DE PENTECOSTES OCORREU NA LÍNGUA OU NOS OUVIDOS?




Sete semanas depois da morte de Jesus, o evangelho foi pregado em Jerusalém e quase 3.000 pessoas foram convertidas ao Senhor em um só dia. 

A divulgação das boas novas começou de uma forma impressionante. No começo do relato (que se encontra em Atos 2), o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos capacitando-os com poderes para anunciar a sua palavra.

 Um som do céu chamou a atenção das pessoas na cidade, e correram para saber o que estava acontecendo. O relato diz: 

". . . porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua". Perguntaram entre si: "E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?" (Atos 2:6,8).

Muitas pessoas explicam este milagre como algo que teria acontecido nos ouvidos de cada pessoa presente, imaginando que os apóstolos tivessem falado no seu próprio idioma, e que cada ouvinte tivesse ouvido no seu. 
Há vários motivos para rejeitar tal interpretação e concluir que o milagre aconteceu nos próprios falantes, e não nos ouvintes. Considere:

1) O texto já responde à pergunta quando diz claramente: "e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (Atos 2:4).

2) Os ouvintes entenderam que o milagre estava nos falantes, e até tentaram explicar como aqueles homens simples poderiam falar assim (Atos 2:7-8,13).

3) O propósito deste e outros milagres não foi apenas impressionar as pessoas com alguma coisa extraordinária na vida de cada uma delas, e sim de confirmar a palavra falada pelos apóstolos (Marcos 16:20; Hebreus 2:3-4; 2 Coríntios 12:12). 

Os milagres serviam como carimbo de autoridade divina nas mensagens pregadas pelos apóstolos e outros no primeiro século.

No dia de Pentecostes, os homens que pregaram o evangelho falaram em várias línguas, que eram idiomas.


–por Dennis Allan







VOCES SÃO SANTIFICADOS!




Tornar-se cristão é o resultado da escolha de sair do mundo para ser identificado como um filho de Deus. O cristianismo é um estilo de vida em que se tenta “andar na luz” (1 João 1:6–9) e ser um “imitador de Deus” (Efésios 5:1). 

Imitar Deus requer submissão total. É um processo de amadurecimento e crescimento semelhante ao de um bebê num adulto (Efésios 4:15; 2 Pedro 3:18). 

Quando um cristão amadurece, sua mente, decisões e atos se transformam no que Deus deseja (veja Romanos 12:1, 2). Embora ele não se torne instantaneamente maduro, ele começa a viver e pensar como um seguidor de Deus maduro (1 Coríntios 14:20). 

Por que essa mudança imediata é necessária? 

Por que o novo convertido precisa parar imediatamente com certas práticas e começar a mudar seu modo de pensar conformando-os com a vontade de Deus? 

A razão é simples: ele foi “santificado”. 

O termo “santificado” é um conceito bíblico relevante. Está associado a um objeto, um lugar ou uma pessoa que foi separada para o uso exclusivo do Deus todo-poderoso. 

Tudo o que era “santificado” debaixo da lei de Moisés não poderia ser usado para um propósito comum. Os dois sacerdotes de Levítico 10:1–3 não respeitaram essa “separação” e foram destruídos. Deus enfatiza que o Seu povo precisa se conduzir segundo uma nova vida de santificação. 

Agora que você é cristão, você é “santificado”. 

Isto lhe causa medo? 

A santificação é ilustrada por uma prática em Israel. Os judeus tinham de dar o dízimo de tudo que possuíam a Deus. Era costume o judeu separar um décimo de suas ovelhas para ofertar a Deus. Isso era realizado por um procedimento interessante. Os cordeiros eram separados das mães e depois eram confinados num aprisco com uma única saída estreita. Do outro lado do portão, ficavam as mães. De vez em quando o portão era aberto e os cordeiros corriam para junto das mães. Um homem ficava ao lado da saída com um cajado mergulhado numa tinta mineral chamada “ocher”. Quando o décimo cordeiro de cada grupo passava, o homem o marcava com o cajado de tinta (veja Levítico 27:32). No momento da marcação do animal, o homem dizia: “Que seja santo”. 

O profeta Ezequiel usou essa antiga prática para ensinar santificação: 

“Far-vos-ei passar debaixo do meu cajado e vos sujeitarei à disciplina da aliança” (Ezequiel 20:37). 

As palavras do profeta eram claras: os que eram santificados entraram em aliança com o Senhor (veja Jeremias 33:13.) 

Ser santificado não é opcional. Como cristão, você foi marcado como propriedade exclusiva de Deus. Você foi redimido pelo sangue de Cristo e pertence a Deus (Tito 2:14). Por isso, você precisa viver a vida santificada. 

Nos capítulos 4 a 6, os cristãos são especificamente instruídos a fazer certas coisas e evitar outras. Nas próximas três lições do capítulo 4, veremos a instrução de Paulo que mostra como um cristão faz escolhas, serve na igreja do Senhor e desfruta o novo estilo de vida. A exposição a seguir descreve a santificação que é uma parte tão crucial da vida cristã.

O SIGNIFICADO DA SANTIFICAÇÃO

Embora o termo “santificação” não seja comumente usado, ele é explicado e ilustrado na Bíblia. 

Basicamente, “santificar” significa “separar “Vocês são santificados!” para um uso especial”. É a tradução do mesmo termo do qual a palavra “santo” deriva. 

Um objeto, uma pessoa ou um lugar santo possui uma qualidade especial. Associamos o termo “santo” a Deus. Quando um objeto ou lugar é santo, ele é especial e é propriedade do Deus todo-poderoso. 

Quando uma pessoa se torna cristã, ela se torna uma propriedade especial de Deus (Tito 1:11–14). O cristão precisa entender que, agora, ele pertence a Deus. 

A santificação é exemplificada pelo rei Josias em 2 Reis 23. Esse bom rei estava disposto a se submeter à Palavra de Deus (v. 2). Após ouvir a verdade de Deus, “o rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o Senhor, para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro...” (v. 3). O rei Josias estava determinado a viver uma vida santificada seguindo a Palavra de Deus. Ele estava ansioso por obedecer aos mandamentos de Deus. O rei não hesitou, não tentou modificar o que era exigido, nem contestou os mandamentos. Ele guardaria os mandamentos de Deus “com todo o seu coração e toda a sua alma”. 

Que exemplo encorajador! 

Agora que você é cristão, é exatamente assim que você deve viver a vida de consagração. Dê todo o seu coração e toda a sua alma a essa tarefa. 

Paulo ilustrou o conceito de santificação ao escrever aos cristãos de Corinto. Ele se dirigiu a essa congregação como “aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (1 Coríntios 1:2). Isso revela que quem se torna cristão é santo. 

Por que todos os cristãos são santos? 

Quando uma pessoa se converte, ela é comprada pelo sangue de Cristo e se torna propriedade de Deus. É “separada” ou “santificada” para o uso exclusivo de Deus. Santo não é uma pessoa falecida que viveu uma vida espiritual extraordinária ou realizou algum ato sensacional. 

Os coríntios foram “chamados para ser santos”. O “chamado” deles se deu quando ouviram o evangelho pregado, creram, confessaram, arrependeram-se e foram imersos. (Veja Romanos 10:9–16.) Mais tarde, Paulo escreveu que esses cristãos foram “lavados”, “santificados” e “justificados no nome do Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 6:11). A salvação ocorre quando a pessoa é “justificada” perante Deus (Romanos 5:1, 9; 8:30). Os coríntios só foram “justificados” quando foram “lavados” (imersos, ou batizados, para o perdão de seus pecados). No momento da imersão, fomos igualmente lavados, santificados e justificados. As Escrituras ensinam que a santificação ocorre na imersão. Outra ilustração da santificação é citada em Efésios 5:26. Jesus cristo santificou a igreja (Sua noiva). Somente os que estão na igreja do Senhor são santificados para Deus porque Cristo só santificou a igreja. 

Grupos civis e organizações religiosas podem realizar boas obras e ter boas reputações, mas eles são incapazes de santificar. Quem quer ser santificado (salvo) precisa estar na igreja do Senhor. 

O termo grego hagiazo refere-se àquilo que foi purificado ou transformado em santo. Quando você se tornou um cristão, você foi imerso no corpo de Cristo (Sua igreja; Colossenses 1:18) e nesse momento foi santificado porque foi salvo. 

Quando uma pessoa se torna cristã, ela é santificada para o uso de Deus. Ela reconhece que não pode viver como quem está no mundo. A atitude de arrependimento fez ela se virar para a direção de Deus. Ao seguir as instruções de Deus, ela vive uma vida santificada porque obedeceu ao evangelho, foi imersa para a remissão dos pecados e, assim, foi colocada na igreja do Senhor.

A EXPRESSÃO DA SANTIFICAÇÃO

A santificação se expressa pelo nosso viver como “santos”. Infelizmente, a conotação atual de viver como um santo impede que a maioria entenda esse conceito bíblico. 

As Escrituras ensinam que santo é todo cristão dedicado a viver uma vida de santidade. A prática da vida santa é de dedicação a Deus. Através do seu estilo de vida, o cristão procura glorificar a Deus em cada palavra e ação. 

Viver uma vida santificada significa ser um cristão dedicado a Deus e estar tentando viver como Deus instrui. A vida santificada é descrita em 1 João 1:6–9 como uma vida comprometida com o “andar na luz” da verdade revelada por Deus. Quando o santo peca, é possível ele obter perdão — se ele confessar seu pecado! Todo mundo peca, mas Deus perdoa o cristão quando este confessa e se arrepende do pecado. O perdão requer que a pessoa arrependida pare de praticar o pecado. A idéia principal é que o cristão não deve viver na “prática do pecado” (1 João 3:8, 9). 

O verbo grego indica que o cristão não deve continuar pecando como ele fazia antes de conhecer a Cristo. Antes da conversão, o convertido vive numa atitude descuidada em relação ao pecado. Após a conversão, ele reconhece que essa despreocupação com o pecado precisa parar. Embora seja impossível viver sem pecar (1 João 1:10), é imperativo que na vida cristã haja uma atitude diferente em relação ao pecado. Esse contraste dramático é ilustrado em 1 João 3:1–10. A vida do cristão é dedicada a ser santo, enquanto os que estão no mundo se dedicam a praticar o pecado. 

O resultado prático de ser santificado é que tudo muda! (Veja 2 Coríntios 5:17.) 

O cristão precisa certificar-se de que ele separou seus pensamentos e atitudes para o serviço de Deus. Quem não purifica os pensamentos não vive como santo (veja Mateus 23:26–28; Marcos 7:21; Romanos 2:1–5). 

O cristão santificado não é hipócrita, mas é alguém que sinceramente procura glorificar a Deus em todas as áreas da sua vida. Os cristãos são como o povo de Israel na antiguidade, que saiu da escravidão para a liberdade.

 Quando os israelitas fugiram do Egito, nada deixaram para trás (Êxodo 10:24, 26); não se deram a opção de voltar para viver no Egito. Quando nós abandonamos a escravidão do pecado, não deixamos uma parte de nós no mundo! 

Agora que você se tornou um cristão, você é santificado. Isto não quer dizer que você é perfeito, mas sugere que você está seguindo a vontade de Deus ao máximo. Indica que você está ansioso por mudar qualquer área da sua vida que precise ser modificada, a fim de que você fique mais parecido com Cristo. Colossenses 3:10 retrata a santificação como uma renovação. O termo grego usado descreve a renovação de uma estrutura, com todas as partes velhas sendo retiradas e tudo sendo substituído, ou feito “novo”. 

Como cristão, você está nesse processo de reforma. Dia a dia, você vai aprendendo o que Deus exige de você em relação ao seu modo de falar e agir. Você está disposto a fazer isso porque sabe que foi separado para o uso pessoal de Deus. 

A IMPORTANCIA DA SANTIFICAÇÃO 

A santificação é crucial para o cristão. 

O Antigo Testamento demonstra que a ira de Deus queima contra os que usam o que é santo da maneira errada (Levítico 10:10; Ezequiel 22:26). A ira divina também é citada no Novo Testamento. Os santos de Corinto haviam permitido que sua santificação se tornasse contaminada. Eles haviam permitido que as tentações do mundo corrompessem a pureza de sua devoção. 

Viver como um santo de Deus não é opcional (1 Pedro 1:13–16); aqueles que não vivem a vida santificada enfrentarão a destruição (Filipenses 3:17–19). Agora que você é cristão, Deus é o seu Pai celestial. Você deve refletir os traços da santa família de Deus. Você faz isso através da sua dedicação à santificação.

CONCLUSÃO 

Tornar-se um cristão é a maior bênção do mundo. A decisão de seguir a Cristo se baseia no entendimento da tragédia do pecado e da graça amorosa de Deus. Ser cristão significa aceitar e usar o “jugo” de Cristo (Mateus 11:29) e viver como um santo. Os cristãos do primeiro século se alegravam na salvação oferecida a eles. Quando aceitaram o convite para serem salvos, eles se dedicaram a serem santificados. 

Em Atos 5:29–42, vemos como o comprometimento deles era praticado. A dedicação de seguir aos mandamentos de Deus era visível. Suas vidas demonstravam como entendiam que a santificação é o estilo de vida de um santo. Sabiam que um estilo de vida santificado trazia alegria para o coração do cristão e paz para sua alma. Independentemente de como era difícil para eles praticarem suas convicções religiosas, a santificação os enchia de coragem e os impulsionava a servir com entusiasmo. É exatamente isso que Deus espera de Seus santos hoje. Deus espera que os cristãos vivam a vida santificada. 

Deus nos chamou para a salvação na nova aliança de Jesus Cristo. Jeremias predisse a vinda da nova aliança, quando Deus mais uma vez contaria o Seu povo assim como os cordeiros eram contados para a oferta dos dízimos (Jeremias 33:1–13). A aliança da santificação que Deus estabeleceu com o antigo Israel ilustra o que Ele nos oferece hoje. 

Vamos ouvir o convite de Deus e atendê- lo com entusiasmo, vivendo vidas santificadas, sabendo que temos o Deus todo-poderoso como nosso Pai! “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êxodo 19:5, 6). 

A vinda de Cristo cumpriu essas palavras proféticas. Agora são estas as palavras para os cristãos: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).


Autor: John L. Kachelman Jr. © Copyright 2005, 2010 by A Verdade para Hoje TODOS OS DIREITOS RESERVADOS







terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

TODAS AS PESSOAS QUE RECEBEM O DOM PROMETIDO EM ATOS 2:38 REALIZAM MILAGRES?






Tanto na fala do dia a dia como no estudo da Bíblia, entendemos que uma palavra pode ser usada em sentidos diferentes. É sempre importante considerar o contexto para perceber estas diferenças. 

Por exemplo, a palavra “pão” pode significar literalmente um alimento feito de cereais (João 6:7), assim como pode representar Jesus Cristo e sua natureza (João 6:33).

Da mesma maneira, a palavra “dom” é usada com significados diferentes em vários textos do Novo Testamento.

 Em 1 Coríntios 12, “dons espirituais” são capacidades miraculosas que o Espírito deu para algumas pessoas. Uma outra lista de dons inclui habilidades que não exigem uma manifestação milagrosa (Romanos 12:5-8).
Alguns, por não considerar o significado destas palavras em cada contexto, usam Atos 2:38-39 para ensinar que todas as pessoas batizadas para a remissão dos pecados devem receber o batismo com o Espírito Santo, ou, ainda, que devem receber dons milagrosos como línguas, profecias, curas, etc. 

O texto diz: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.”

Consideremos alguns fatos:

1) Conforme a promessa de Atos 2:38-39, quase 3.000 pessoas receberam este dom do Espírito Santo no dia de Pentecostes, mas não há registro destas pessoas falarem em línguas ou realizarem sinais e milagres. Pelo contrário, durante algum tempo depois de Pentecostes, as únicas pessoas que realizaram milagres foram os apóstolos (Atos 2:43; 5:12).

2) Nem neste texto, nem em outro, encontramos uma promessa de dons milagrosos para todos os convertidos.

3) Algumas pessoas, no primeiro século, receberam poder para falar em línguas ou realizar outros milagres pelo batismo com o Espírito Santo, mas este batismo não foi prometido nem dado a todos os crentes (veja Atos 1:1-5; 2:1-14; 10:44-46; 11:15-16).

4) Outras pessoas receberam dons milagrosos pela imposição das mãos dos apóstolos (Atos 6:5-8; 8:6,17-18; 19:6).

5) Já no primeiro século, a função dos dons estava ligada principalmente ao trabalho dos apóstolos de revelar a palavra de Jesus (Hebreus 2:3-4; 2 Coríntios 12:12; Marcos 16:20).

Todas as pessoas batizadas para a remissão dos pecados recebem o dom do Espírito e ele passa a habitar nelas (1 Coríntios 6:19). 

Devemos confiar nesta promessa divina sem a necessidade de qualquer manifestação milagrosa.

por Dennis Allan



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sábado, 10 de fevereiro de 2018

PARA QUE SERVIU O BATISMO DE JOÃO?









O homem escolhido por Deus para anunciar a chegada do Messias teve uma carreira de pouca duração, mas de grande impacto. João Batista pregou uma mensagem de arrependimento e da vinda do reino dos céus (Mateus 3:2). Dois mil anos depois, leitores da Bíblia ainda lutam para compreender o papel do batismo que João pregava. Para que serviu este batismo? Vamos observar alguns fatos relatados nas Escrituras.
João pregou "batismo de arrependimento para remissão de pecados" (Marcos 1:4; cf. Lucas 3:3) e realizava estas imersões nas águas do rio Jordão (Marcos 1:5; cf. João 1:28; 3:23).
À primeira vista, o batismo de João parece igual ao batismo ensinado e praticado pelos discípulos de Cristo a partir do dia de Pentecostes. Conforme Jesus mandou (Mateus 28:19; Marcos 16:16), eles pregavam o arrependimento e o batismo para a remissão dos pecados (Atos 2:38; 10:48; 22:16).
Mas alguns acontecimentos em Éfeso mostram uma diferença. Quando Apolo pregou sobre Jesus "conhecendo apenas o batismo de João", Áquila e Priscila esclareceram este ponto (Atos 18:24-26). Logo depois, Paulo ensinou algumas pessoas na mesma cidade – provavelmente pessoas que foram batizadas por causa do ensinamento anterior de Apolo – que precisavam ser batizadas novamente pela autorização do Senhor Jesus (Atos 19:1-7). Depois da morte de Jesus e a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, o batismo de João não tinha mais validade.
Estes fatos nos lembram da importância do único sacrifício eficaz feito por Jesus Cristo. Qualquer "perdão" oferecido antes da morte de Jesus – seja pelo batismo de João ou pelo sacrifício de animais – foi condicionado na morte sacrificial de Jesus. A mesma linguagem usada para falar do batismo de João foi usada referente aos sacrifícios de animais (Levítico 4:26,35; 5:13,16,18; 6:7; etc.). Mas aprendemos depois que estes sacrifícios não removiam os pecados do povo (Hebreus 10:4,11). A eficácia verdadeira dos sacrifícios dependia do sangue de Jesus que seria oferecido na cruz (Hebreus 9:15). Da mesma forma, o batismo de João olhava para o futuro, para o sacrifício que Jesus faria na cruz poucos anos depois.
Uma vez que Jesus morreu pelos nossos pecados, nem o sangue de animais nem o batismo de João servem para alcançar o perdão. Recebemos o benefício da morte do Testador quando obedecemos às instruções do seu Testamento: "Quem crer e for batizado será salvo" (Marcos 16:16).

por Dennis Allan



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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

DAS TREVAS PARA A LUZ - Mudanças Maravilhosas na Nova Vida!




ANTES FAÇA A LEITURA NO LIVRO DE EFÉSIOS CAPÍTULOS 4 A 6


O verbo “converter” vem de um termo que descreve a virada de uma direção para outra. A palavra também comunica a ideia de que o indivíduo está voltando para um estado ou condição anterior. 

Atos 3:19 e 20 descreve a conversão começando pelo arrependimento e terminando num regresso à “presença do Senhor”, o qual traz “tempos de refrigério”. 

Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados,
para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus.
Atos 3:19,20

O evangelho requer conversão da parte de quem quer obedecer a Deus. Não se pode simplesmente ouvir a pregação do evangelho e querer estar em comunhão com Deus. Quem quer desfrutar as bênçãos espirituais precisa reagir à mensagem do evangelho e obedecer aos mandamentos do Senhor. 

Quem ouve, crê, se arrepende e obedece ao mandamento de ser imerso para o perdão dos pecados é abençoado com “uma novidade de vida” (Romanos 6:4b). 

...assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
Romanos 6:4

As seguintes palavras abaixo foram escritas por Justino Mártir, que viveu por volta de 150 d.C. A exposição dele descreve a mudança evidente numa pessoa que se converte:

"Assim também nós, desde nossa persuasão pela Palavra... seguimos o único Deus não gerado por meio do Seu Filho — nós que anteriormente tínhamos prazer na fornicação, mas que agora adotamos a castidade; nós que anteriormente usávamos de artes mágicas, nos dedicamos a... Deus; nós que valorizávamos acima de todas as coisas a aquisição de riquezas e bens, agora trazemos o que temos... e participamos [damos] a todos que necessitam; nós que odiávamos uns aos outros e nos destruíamos, e que por causa de costumes diferentes não convivíamos com homens de uma tribo diferente, agora, desde a vinda de Cristo, vivemos em família com eles, e oramos por nossos inimigos e nos empenhamos em persuadir aqueles que nos odeiam injustamente a viverem em conformidade com os bons preceitos de Cristo, a fim de que se tornem participantes conosco da mesma esperança jubilosa de uma recompensa de Deus, a autoridade suprema".

A conversão é ilustrada em 1 Tessalonicenses 1:9 e Atos 14:15. Os indivíduos envolvidos demonstraram conversão mudando radicalmente suas vidas. Eles se arrependeram (mudaram o modo de pensar) e se voltaram para Deus obedecendo aos Seus mandamentos. 

"Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.
Atos 14:15

pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos receberam, como se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro,
1 Tessalonicenses 1:9 



A mudança do modo de pensar resultou na mudança de atos! As Escrituras descrevem a prova dessa mudança como “frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8) ou “fruto de justiça” (Filipenses 1:11; veja Mateus 7:16, 20; 2 Coríntios 9:10). 

Paulo ilustrou a espantosa mudança que ocorreu com ele desde sua conversão. Atos 9 descreve a conversão de Saulo a Cristo. Ananias ensinou o evangelho a Saulo, o qual obedeceu aos mandamentos de Deus (Atos 22:4–16). 

Antes de Saulo tornar-se cristão, ele era um perseguidor violento da igreja do Senhor (Atos 9:1, 2). Após sua conversão, Saulo “logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus” (Atos 9:20). 

Outros relataram esta mudança: 

“Ora, todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocavam o nome de Jesus e para aqui veio precisamente com o fim de os levar amarrados aos principais sacerdotes?” (Atos 9:21).

 Agora que você é cristão, será marcado por uma tremenda mudança, assim como aconteceu com Saulo de Tarso.

Efésios 1 a 3 descreve o processo de conversão. Assim que uma pessoa conclui esses passos, ela se transforma como Saulo de Tarso; ou seja, sua vida pós-conversão é significativamente diferente do que era antes da conversão.

 Essa visível mudança pós-conversão é descrita em Efésios 4 a 6. Esta lição compreenderá esses capítulos, além de oferecer um pequeno esboço de como o tornar-se cristão modifica todo o estilo de vida do indivíduo.

OBJETIVOS QUE REFLETEM AS PRIORIDADES DE DEUS (4:1–16)

Uma das primeiras mudanças é uma mudança de objetivos ou alvos na vida do convertido. Sucesso, posição social, riquezas, orgulho e outros objetivos deste mundo ditam as trilhas seguidas por não-cristãos. 

Antes da conversão, você certamente estava sendo consumido por mundanismos. Quando aceitou as prioridades de Deus, os velhos objetivos foram esquecidos.

 O cristão passa a se interessar pelo que Deus quer, e não pelo que o seu ego deseja (Gálatas 2:20; 6:14). Efésios 4:1–16 descreve essa incrível mudança. A Bíblia ensina que o novo convertido passa a se interessar pela união estimulante com outros cristãos (vv. 1–6) e a se envolver com o fortalecimento da congregação (vv. 11–16). 

Como é maravilhoso ver uma pessoa que antes se dedicava a si mesma agora trabalhando avidamente para alcançar os alvos de Deus! Antes da conversão, o egoísmo levava a divisão e amargura; agora, porém, o auto-sacrifício busca zelosamente paz e unidade!

UM COMPORTAMENTO QUE REVELA O PODER DIVINO (4:17–32)

Quando um convertido muda seus objetivos na vida, ele muda também seus atos a fim de alcançar esses objetivos. Os cristãos não podem se comportar como os que estão no mundo se comportam (vv. 17–20). 

Quem está no mundo vive (“anda”) somente para si mesmo porque seu coração está endurecido. Esse estilo de vida é de quem está “nas trevas”. 

Paulo disse que quem vive dedicado a si mesmo é “insensível”. A pessoa insensível não se preocupa com os outros! A mudança notável que ocorre no estilo de vida do novo convertido é introduzida no versículo 20: “Mas não foi assim que aprendestes a Cristo”. 

A conversão traz novos padrões de comportamento. Por quê? Porque a pessoa que aprendeu o que Cristo quer não pode viver do modo como vivia antes! Em todo este parágrafo, o comportamento do novo cristão é enfatizado:


  • Há um novo processo de tomada de decisões (v. 23). •
  • Há um novo compromisso de falar a verdade (vv. 25–27, 29, 31). •
  • Há um novo cuidado no uso da ética (v. 28). 
  • Há uma nova impetuosidade para demonstrar a bondade de Deus (v. 32). 

UMA INFLUÊNCIA QUE LEMBRA O PAI (5:1—6:9)

Quando uma pessoa começa a viver para Cristo, imediatamente fica perceptível o impacto de sua influência. Os cristãos são tão poderosos em sua influência como o sal e a luz (Mateus 5:13, 16). 

O cristão fiel quer certificar-se de que outros verão nele um exemplo que os incentivará a obedecer à verdade (Colossenses 4:2–6). 

Influência pessoal é importante e Paulo instou os cristãos a serem “imitadores de Deus” (Efésios 5:1). Os cristãos devem olhar para Deus, seu Pai celestial, com o mesmo tipo de orgulho que um bom filho tem quando olha para seu bom pai terreno. 

Por quê? 

Porque ele se orgulha de seu pai e quer ser exatamente como ele. 

Da mesma forma, o novo convertido quer ser como o Pai celestial! O potencial para a boa influência pode ser destruído se não houver mudança na moralidade (5:3–5), na escolha dos amigos (5:6–14), nas prioridades da vida (5:15–21), nos relacionamentos familiares (5:22—6:4) ou no comportamento profissional (6:5–9). 

Quando um indivíduo se torna cristão, ele decide que não continuará fazendo mais certas coisas, falando de determinada maneira, ou participando de determinadas atividades. 

Por que tomar essa decisão? 

Porque a influência pessoal é uma questão crítica e o cristão procura exercer a melhor influência possível (veja Mateus 18:6–14; Romanos 14:13–21). 

Conta-se a história de que um soldado do exército de Alexandre, o Grande, se chamava Alexandre também — mas esse soldado era um ladrão. O imperador ficou enfurecido com o comportamento do soldado e disse: “Ou você muda o seu nome ou aprende a honrá-lo!” 

Em Efésios 5:1 a 6:9 Paulo expôs um dos testemunhos mais importantes do poder do evangelho. O cristão muda radicalmente seu modo de viver e causa um notável impacto na sociedade! Agora, você está usando o nome do Senhor dos senhores e deve honrar esse nome!

CONFLITOS QUE REVELAM A PROTEÇÃO DIVINA (6:5–20)

Ao se tornar um cristão, você se alistou no exército de Deus e desertou do exército de Satanás! A vida cristã envolve um combate espiritual. 

Os cristãos foram resgatados da escravidão ao pecado.

 Satanás fará o que puder para recapturar quem escapou de sua escravidão. O cristão precisa estar alerta a todo o tempo para esse perigo (veja 1 Pedro 5:8–10; 1 Coríntios 15:58). 

A Bíblia descreve como você está agora protegido por Deus, por isso Satanás não pode recapturá-lo. A metáfora da armadura de um soldado descreve nossa segurança espiritual. 

A descrição da “armadura do cristão” em Efésios 6:11–17 é uma passagem muito conhecida. Talvez você se surpreenda ao descobrir que entrou numa guerra. Aqueles cuja fé se mantiver firme vencerão essa guerra. O cristão luta na guerra impondo atitudes, crenças e práticas para as quais recebeu estímulo de antemão. Essa lealdade na luta espiritual evidencia a conversão.

AMIZADES QUE NOS RENOVAM (6:21–24)

A nova vida em Cristo pode obrigá-lo a mudar as amizades. Como cristão, você encontrará amigos cujo exemplo e influência podem encorajá-lo a permanecer fiel a Deus. Muitos que dão suas vidas a Cristo reconhecem que já não podem continuar amigos daqueles que não partilham dos mesmos valores que ele (veja Mateus 10:34–39). 

Tornar-se cristão trouxe você para a família de Deus. E esta posição lhe proporciona o seguinte:

  • compaixão que o ajuda a enfrentar as adversidades da vida (6:21a). 
  • vínculo com aqueles que o ajudam a crescer na fé (6:21b). 
  • conforto que lhe assegura o amor de Deus (6:23). 
  • confiança de que está seguro e salvo por causa do seu amor a Cristo (6:24)

CONCLUSÃO

A vida cristã começa com mudanças maravilhosas! Em verdadeira submissão à autoridade do Senhor, o arrependimento precisa “dar frutos” (Lucas 3:8). 

Esse processo resulta em mudanças no modo de pensar e agir e nas prioridades do novo convertido. A história bíblica da rainha Ester serve de ilustração da tremenda mudança que ocorre quando uma pessoa se “converte”. 

O maldoso Hamã odiava o tio de Ester, Mordecai, e tramou que ele fosse sentenciado à morte. Parecia que Mordecai estava em apuros e sem esperança, mas a providência de Deus reverteu essa situação desoladora. Por causa dos planos e propósitos de Deus, o rei Assuero acabou promovendo Mordecai, em vez de executá-lo. As Escrituras registram o seguinte sobre o dia em que Mordecai deveria ser enforcado: 

“Então, Mordecai saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branco, como também com grande coroa de ouro e manto de linho fino e púrpura; e a cidade de Susã exultou e se alegrou” (Ester 8:15). 

Uma mudança incrível aconteceu. Aquele que estava condenado foi solto e promovido. Suas roupas comuns foram trocadas por túnicas reais. Tudo estava diferente! 

Essa mudança dramática é semelhante ao que acontece quando uma pessoa se converte. Os condenados são transformados em salvos cheios de esperança pelo poder de Deus. 

Graças a Deus por Sua maravilhosa graça e salvação que provê a oportunidade de mudarmos de modo tão maravilhoso!



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A VERDADEIRA IGREJA PODE SER IDENTIFICADA POR SUCESSÃO HISTÓRICA?





Jesus prometeu edificar uma única igreja (Mateus 16:18).

 Ele comunicou seu desejo de que seus seguidores mantivessem a unidade um com o outro e com Deus (João 17:21-23). 

Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.
João 17:21-23

Paulo lamentou e condenou o partidarismo que se enraizou entre os coríntios (1 Coríntios 1:10-13). Ele afirmou que “há somente um corpo” e disse que a igreja é o corpo de Cristo (Efésios 4:4; 1:22-23). 

Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer.
1 Coríntios 1:10

Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só;
Efésios 4:4

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância.
Efésios 1:22,23

Diante de fatos como estes, não é difícil entender a preocupação de alguns grupos religiosos em defender suas posições como a “única igreja verdadeira”. Realmente existe uma única igreja verdadeira, e as falsas, que não foram plantadas por Deus, serão arrancadas (Mateus 15:13).

Ele respondeu: "Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes.
Mateus 15:13

Mas será que esta única igreja verdadeira pode ser identificada como uma organização religiosa terrestre? 

Ela tem endereço físico e nome oficial?

Vários grupos religiosos confundem a única igreja verdadeira das Escrituras com alguma organização identificável aqui na Terra e procuram justificar suas afirmações por meio de uma sucessão histórica. 

A mais conhecida destas certamente é a Igreja Católica (romana), que se considera a verdadeira e original por acreditar ser a extensão histórica da igreja do primeiro século. Outras, como algumas igrejas batistas, procuram traçar uma linhagem de congregações do primeiro século ao longo da história para justificar sua posição como a igreja verdadeira hoje. 

E ainda outras traçam suas origens a algum momento da história em que Deus supostamente teria agido por meio de um ou mais homens para restabelecer ou restaurar sua igreja, e confiam no seu legado como descendentes destes movimentos.

A Bíblia mostra o erro destas tentativas de validar a existência de uma organização atual como a única igreja verdadeira. Mesmo entre pessoas que corretamente olhavam para certa sucessão histórica, Jesus disse que tal linhagem não servia para validar a posição diante de Deus (João 8:31-56). 

A marca do povo de Deus não foi a descendência histórica, mas sim a obediência ao Pai. Os apóstolos e outros autores do Novo Testamento continuaram ensinando a mesma coisa (Romanos 2:28-29; Gálatas 3:26-29).

Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é meramente exterior e física. Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito, e não pela lei escrita. Para estes o louvor não provém dos homens, mas de Deus.
Romanos 2:28,29

Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus,
pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram.
Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
Gálatas 3:26-29

A base da unidade da igreja verdadeira no primeiro século foi a aceitação da única verdade (1 Coríntios 1:10; João 17:17-23). 

É a mesma base que deve unir os discípulos de Cristo hoje. Não serão identificados por traçar uma linhagem histórica, por usar uma placa padronizada, ou por seguir ordens de algum homem, concílio, congresso ou conferência. 

A igreja verdadeira é composta de pessoas chamadas para sair do pecado e servir a Jesus em espírito e em verdade. Estas pessoas são a verdadeira “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:23).



–por Dennis Allan


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